sexta-feira, 12 de dezembro de 2008


Cada gota que cai, delicadamente,
Enlaça a rua.
Estende-se à janela do quarto.
A cama fria.
O rosto na chuva, sentindo cada ventania.
É quando elas invadem os seios, pernas, bocas,
O coração.
São memórias fadas, sedentas, embriagantes.
Aquele suor.
Aquele olhar...enxurrada.
Uma só enxurrada.
E entra esgoto abaixo,
Fel, ratos, faz-se jus às lembranças.
No escuro,
Nos copos de álcool, o relâmpago.
Acaba-se a luz,
O papel ainda incompleto...
Restam apenas as ilusões.
Abraça-se o travesseiro,
Fecham-se os olhos bêbados.
E ao longe,
A voz de algum psiquiatra qualquer.
(Bianca Azenha)

3 comentários:

RJ disse...

gostei muito do poema..
belas palavras, dispostas em frases perfeitas para descrever
um sentimento de momento que vez ou outra assola-nos de uma forma impactante como vc descreveu!!

abraços!

Dário Souza disse...

muito bom o poema e tem tudo a ver com a imagem.

Parabens

Abraão Vitoriano de Sousa disse...

o final ficou muito lindo... Ei menina você me deixa feliz sempre aque passo aqui...rs