quarta-feira, 10 de dezembro de 2008


A morte e a morte de uma escritora

Isqueiros vazios no chão.
Um pé, uma mão, muitos olhares.
Cacos de vidro.
Gelo, wisk... sangue.
Entorpecia-se com a tinta sobre o papel.
Pontas quebradas.
Insistia em tardar o amanhecer.
As canetas deslizavam, seu útero saía.
Um orifício na porta e
Rosas, jasmins...
Incensos e cigarros.
Os dedos queriam apodrecer a cada silêncio.
Era um filho, depois uma morte tosca.
Nenhuma palavra.
Visava a figura de um anjo.
Singularidades, Nada.
Depois de um conto
Restavam-lhe as guimbas...
Uma palheta guardada na carteira encardida.
Uma lembrança de outrora,
Lágrima fria.
Demasiada mulher.

O Sol.
Claridade repugnante.

Enjoava-se ao ver uma mente em branco.
Enfim,
Uma caneta no peito.
A paz...

Milhares de poesias descansavam sobre o vento.

(Bianca Azenha)

6 comentários:

Yo Carmo disse...

Querida amiga avassaladora... Bianca.
Nossa! Quanta intensidade...
venha nos visitar tb
http://avassaladorasrio.blogpot.com

Karla Nazareth disse...

É tão instigante ler blogs sobre os sentimentos das pessoas, mesmo.

Andrea Nascimento disse...

Nossa...que blog lindo, inspirador...parabéns
abraços!
Posso linká-la?

Paradoxos disse...

Poesia de uma pureza e transparência que contagiam.
Adorei a beleza do teu sentir!
Beijão

Fabio Thiago disse...

adorei! vc escreve super bem!
bjs

Guigo Marangon disse...

Noss,profundo né?