sábado, 27 de junho de 2009





Sou mais que um lenço machado de água e sal,
poesia perdida num livro de Shakespeare,
rosas vermelhas...
Sou sangue-suor,
atriz de meia tigela,
cinderela e Capitu.
Prostituta de palavras encardidas,
olhos de ressaca,
criança querendo algum amor de esquina...
meia dose de verdades falsas.
Engulo a cede,
mostro as curvas,
futuras culpas.
Na carne nua sou o verbo em ação...
Percebo o vento, sutilmente.
Cabelos no olhos.
Não, não, caligrafias perfeitas demais
não me atraem...
Gosto de perfumes baratos,
palavras chulas,
mas nunca tapas,
muito menos beijos e abraços.
Bianca Azenha/ Abraão Vitoriano

Um comentário:

Menino-Homem disse...

fomos longe... que coisa mais nossa,
sensações cruas
um toque de lirismo...

beijos,
luz!