quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O ônibus

Um ex-presidiário que vendia balas.
A mulher de cabelos encaspados sentava-se no espaço vazio,
Segurava um guri encardido e com fome.

Ouvia-se ao fundo:
-Alguém, por favor, uma moeda...

Duas garotas retiravam os saltos,
Eram pés calejados, sinais de gozos em suas blusas,
Os batons já sem cor e perfumes baratos,
Trabalhos...

Uma garotinha mascava chicles,
Olhava de um lado para o outro
Com olhos apertados por causa do Sol,
Observava a rua:
Mendigos deitados em cada esquina,
Outros conversavam com prostitutas ou bebiam qualquer coisa.
Os velhos
-para não saírem do cotidiano-
Gastavam mais ainda as cartas daquele baralho,
Jogavam.

-Próxima
-Próxima
.
.
.
.
.

Chegava-se ao ponto final,
O cobrador como sempre descia,
O motorista como sempre descia.
E o dinheiro das passagens guardava o suor de cada mão.
(Bianca Azenha)

5 comentários:

Honestino Afonso Xavier disse...

bom dia..

parabéns pelo blogger..

quando der visite o meu. .

deixe recados..

Jaquelyne disse...

Bianca, vim porque tive um chamado.
Teu blog é deliciosamente diferente!!
Aqui, virei muito mais vezes!
Até a próxima!

Sonhos Amadores disse...

Obrigada gente, fico muito feliz por terem gostado do blog! Beijooos

All3X disse...

Paisagem da janela lateral de um ônibus circular...
Muito boa a idéia.

Abraão Vitoriano de Sousa disse...

você vai me enlouquercer né?!
brilhante!